O Declínio da Mentira – A Alma do Homem e o Socialismo
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O Declínio da Mentira, de 1889, era o texto preferido de Wilde e uma brilhante crítica contra a arte realista e o seu “mons- truoso culto dos factos”. Para o autor de O Retrato de Dorian Gray, os escritores realistas escrevem «romances que se parecem tanto com a vida que a ninguém é possível acreditar na sua probabilidade». Na sua opinião, «a arte nunca exprime outra coisa que não seja ela própria» e daí a sua conclusão de que é necessário «ressuscitar a perdida Arte de Mentir». Em A Alma do Homem e o Socialismo, texto publicado em 1891, Oscar Wilde apresenta as suas particulares concepções de uma sociedade em que a pobreza resulta do funcionamento do capitalismo e não pode ser resolvida com a caridade e o altruísmo. Para Wilde, o desenvolvimento tecnológico permitirá ao homem trabalhar menos tempo e cultivar a sua personalidade. Mas o que mais lhe interessa no socialismo seria a sua capacidade de desenvolver o individualismo que se exprimiria através da alegria e da arte, numa espécie de helenismo renovado.
