Vida Oculta
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Descrição:
«”Vida Oculta” […] está tão próximo de “Eliot” e “Outras Observações” que de certo modo o prolonga. Mas possui maior densidade e beleza, anuncia outros caminhos, e adianta por que se sofre, o que é tão, tão difícil. Porquê? Ouçamos este pungente, antológico poema, do último livro: “Os Meus Demónios Os meus demónios tratam-me pelo nome. Os meus demónios são legiões e não desertam. Os meus demónios obedecem a todas as ordens e a nenhuma vontade. Os meus demónios começaram por ser meus por afinidade e agora são parentes de sangue. Os meus demónios é que escrevem os poemas” Todavia, em “Vida Oculta” não existem só estes ‘demónios poéticos’, vai com eles o antídoto, a teia libertadora: “A teia que Penélope com astúcia fazia e desfazia era a esperança.” (p.55) Acima da deploração, existem, pois outros caminhos. Os dois últimos livros são fruto de um mal-estar evidente. Mas nem todo o real é comiserativo ou grotesco. Atente-se na desperta atenção que se concebe, no último livro, aos guindastes, um sóbrio poema que salta por cima da penúria urbana: “Eram manhãs, rompiam do nevoeiro, atravessando o frio a caminho da faculdade, quando no fundo, nas alturas das obras, enormes guindastes abriam os braços.” (p. 40)» António Osório, JL
